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Quinta-feira, 04 de Junho 2026
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Prisão Preventiva do Prefeito de Palmas: Justiça Mantém Medida em Nova Fase da Operação Sisamnes

rem levados ao quartel. O ministro do STF, Cristiano Zanin, autorizou as prisões com base em um pedido da Polícia Federal e um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Prisão Preventiva do Prefeito de Palmas: Justiça Mantém Medida em Nova Fase da Operação Sisamnes
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Na noite dessa sexta-feira (27), a Justiça decidiu manter a prisão preventiva do prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, do partido Podemos. A audiência de custódia resultou na determinação de que o prefeito permaneça sob custódia no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Tocantins, aguardando as instruções do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa do prefeito manifestou desacordo com a decisão judicial.

A prisão de Siqueira aconteceu durante uma nova fase da Operação Sisamnes, realizada pela Polícia Federal, que investiga o vazamento de informações sigilosas do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além do prefeito, também foram detidos o advogado Antônio Ianowich Filho e o policial civil Marco Augusto Velasco Nascimento Albernaz. Os três passaram por exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML) antes de serem levados ao quartel.

O ministro do STF, Cristiano Zanin, autorizou as prisões com base em um pedido da Polícia Federal e um parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). As investigações indicam a existência de uma organização criminosa que teria acesso a decisões judiciais sigilosas, permitindo que informações fossem repassadas a alvos de operações da PF e afetando ações estratégicas.

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Durante o dia, a sede da Polícia Federal em Palmas teve um movimento significativo, com a presença de secretários da administração municipal em apoio ao prefeito. A filha de Eduardo, Gabriela Siqueira Campos, também esteve no local após a audiência.

Com a prisão do prefeito, o vice-prefeito, Pastor Carlos Velozo, do partido Agir, deve assumir o comando da Prefeitura de Palmas. No entanto, ainda não há confirmação oficial sobre o período em que Eduardo Siqueira ficará afastado ou sobre a posse temporária do vice.

A defesa do advogado Antônio Ianowich não foi localizada para comentar. A OAB do Tocantins informou que está se mobilizando para assegurar os direitos do advogado, que ainda não teve acesso à decisão judicial.

Em um comunicado oficial, a Prefeitura de Palmas reconheceu a decisão judicial e afirmou que as investigações não envolvem a atual gestão. A administração ressaltou a postura colaborativa do prefeito durante o processo e elogiou a conduta dos agentes da Polícia Federal.

Eduardo Siqueira já havia sido alvo de outra fase da Operação Sisamnes em maio, quando a PF solicitou seu afastamento do cargo, pedido que foi negado. O prefeito refutou qualquer envolvimento com os vazamentos e afirmou que seu contato com Thiago se limitava a uma amizade, além de ter indicado um advogado para defendê-lo.

As investigações da Polícia Federal apontam que a organização criminosa tinha como objetivo proteger aliados e frustrar operações policiais, utilizando o acesso a decisões judiciais sigilosas. Além das prisões, medidas como buscas e apreensões, afastamento de funções públicas e restrições de contato entre os investigados também foram determinadas pelo STF.

O advogado de Thiago Barbosa, Luiz Francisco, contestou as acusações de embaraço às investigações, afirmando que, na prática, não houve prejuízo nas operações realizadas.

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