A situação em Araguaína revela a indiferença da administração municipal em relação à população de baixa renda, que se vê à mercê de um sistema falho e desumano. A recente tragédia envolvendo Patrícia Caroline de Abreu, atropelada na noite de ontem, ilustra essa crise.
Com a falta de recursos para embalsamar o corpo, a família de Patrícia não poderá realizar um velório digno. Ao invés disso, terão que levar o corpo diretamente da funerária para o cemitério, sem o respeito que cada ser humano merece em seus últimos momentos. Além disso, o corpo de Patrícia só poderá ficar no cemitério por cinco anos. Após esse período, a família será obrigada a comprar um jazigo, ou, caso não tenha condições, os restos mortais serão retirados e colocados em um saco, sendo levados ao ossuário.
Para agravar a situação, um funcionário da funerária informou que apenas seis sepultamentos são permitidos por dia, e é necessário agendar. No caso de Patrícia, o sepultamento foi agendado para amanhã à tarde, deixando a família em uma posição angustiante e sem alternativas. Essa realidade evidencia como a prefeitura parece não se importar com as necessidades do povo humilde e necessitado, deixando-os em situação de vulnerabilidade em momentos de dor e luto.
