Os servidores municipais de Araguaína estão em alerta após o prefeito Wagner Rodrigues apresentar uma proposta de mudança no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) do magistério. Essa iniciativa, agora na Câmara Municipal, é considerada uma ameaça significativa à valorização dos educadores.
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet), que atua na região, manifestou forte oposição ao projeto. Segundo o sindicato, a proposta revoga conquistas históricas e diminui benefícios que foram arduamente conquistados ao longo dos anos. Um dos aspectos mais criticados é a redução das gratificações por titulação, que cairiam de 50% para apenas 10% para professores com pós-graduação, além de afetar também as gratificações para mestrados e doutorados.
O Sintet classificou essa medida como um desrespeito e uma falta de reconhecimento para com os profissionais que dedicam suas vidas à educação de crianças e jovens em Araguaína. O sindicato também ressaltou que a gestão do prefeito não buscou diálogo ao apresentar o projeto, surpreendendo a categoria, especialmente na véspera do Dia do Professor, uma data que tradicionalmente celebra a valorização dos educadores.
“Ao enviar um projeto dessa natureza sem consultar os professores, o prefeito demonstra o desprezo que tem por eles. Essa atitude ataca conquistas importantes e é um verdadeiro presente de grego para a categoria”, afirmaram representantes do Sintet.
Além disso, o sindicato acusou Wagner Rodrigues de conduzir sua gestão de maneira autoritária, desconsiderando a necessidade de diálogo com os servidores e tratando a administração pública como um espaço de decisões pessoais.
A votação do projeto, que estava agendada para o dia 13, foi adiada devido a um problema técnico na Câmara Municipal. No entanto, o Sintet promete continuar a mobilização e a vigilância para garantir que os direitos dos trabalhadores da educação sejam respeitados e valorizados.
