A situação do cemitério público no setor Monte Sinai em Araguaína é um retrato preocupante da falta de comprometimento com as necessidades da população. Há mais de seis anos, a cidade enfrenta uma grave crise de espaço para sepultamento, e a solução encontrada pela prefeitura foi pactuar com um cemitério particular para atender aqueles que não têm condições financeiras de adquirir um jazigo. Essa medida, embora necessária, revela uma gestão que não tem dado a devida atenção a um problema que afeta profundamente as famílias em luto.
O cemitério São Lázaro, por sua vez, tem um procedimento que deixa muito a desejar: após quatro anos sem que os familiares tomem providências, os corpos são desenterrados e levados para o ossuário ou até mesmo cremados. Essa realidade é angustiante e desumanizadora, refletindo a falta de uma política pública efetiva que garanta um espaço digno para os sepultamentos.
Durante a campanha eleitoral, o atual prefeito, que já ocupava o cargo, prometeu que um "novo cemitério" estava em construção e que as obras estavam a todo vapor. No entanto, após a reeleição, o que se viu foi um abandono quase total do local. Com algumas capelas e um muro levantados, o projeto parece ter sido esquecido, deixando a população sem uma solução viável e digna para sepultamentos.
A pergunta que fica é: o que realmente está acontecendo? Os entes queridos de muitos araguainenses estão sendo desenterrados e colocados em sacos, ou cremados, tudo isso por falta de um cemitério que já existe, mas que carece da boa vontade do município para ser finalizado.
É inaceitável que a gestão pública não priorize a construção de um espaço que respeite a memória e a dignidade dos falecidos e de suas famílias. O momento é de reflexão e ação, e é necessário que a administração municipal tome providências urgentes para resolver essa questão. A população de Araguaína merece um cemitério que funcione adequadamente, garantindo um serviço público essencial e respeitoso.
Fonte/Créditos: CLIMACO
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